11 ANOS DE MODA PARAENSE



No dia 29 de junho na Estação das Docas a moda paraense será exibida pela décima primeira vez. As meninas da foto são da griffe Citron Pressé, uma das inúmeras griffes paraenses de sucesso que mostram neste evento, os modelitos para o chamado "verão paraense"; Nossa alta temporada,onde os amazônicos curtem muita praia e sol...

Metade do meu "coração"




Meus dois irmãos mais velhos nasceram em Santarém, meu pai, velho marítimo da Bacia Amazônica, viajou a vida toda pelas veias (rios)desta terra 'una' indivisível e única pela sua formação étnica indígena da qual tanto me orgulho e amo. Me sinto ferida e tentando não ser dramática mesmo sem conseguir, choro ao pensar que por interesses politiqueiros de criar cabides de emprego e ter o poder nas mãos para sangrar ainda mais as riquezas amazonicas eu posso ser distanciada de meus irmãos do sul do Para ou dos meus irmãos legítimos e de sangue que vou ter de 'dizer' que não são paraenses...por favor digam não a esta ameaça de divisão. Juntos é que somos fortes!!!

POR FAVOR, LEIA!!!

Os quatro custos de dividir territorialmente o Pará

publicado em 13/05/2011
Por Fábio Fonseca de Castro
Fonte
Blog Hupomnemata, em 07/5/2011

O custo da divisão
Dividir o Pará para governar melhor é uma possibilidade, mas não a
qualquer custo. E que custos são esses? Bom, eles pertencem a quatro
categorias e demonstram que a divisão só é útil aos interesses
politiqueiros e comerciais de umas poucas pessoas.
A primeira categoria é a do custo da "máquina": Quanto vamos pagar
para os novos estados funcionarem? O segundo é o custo social: o que
se perde em termos de investimentos em saúde, educação, segurança e
emprego por causa, justamente, do custo da máquina. O terceiro é o
custo institucional: a competição e a guerra fiscal que vai se
instalar entre os três estados remanescentes. E, porfim, o quarto é o
custo federativo, a situação de desequilíbrio político gerada.
Quem paga todos esses custos é o povo. Tanto o povo da nova unidade
como todos os brasileiros, em geral. Vamos a eles:

O custo da máquina
O custo da máquina é o quanto se paga para um novo estado funcionar. O
próprio IPEA construiu uma fórmula para determinar quanto custa a
burocracia de um estado. Esse cálculo parte de um custo fixo de
manutenção, um custo básico, de R$ 832 milhões por ano (custo A). A
esse valor básico se somam outros dois custos: R$ 564,69 por habitante
(custo B) e R$ 0,075 por real do PIB estadual da futura unidade (custo
C).
Quando aplicamos essa fórmula ao projeto do estado de Tapajós vemos
que custear a burocracia do novo estado custaria R$ 832 milhões (custo
A), mais R$ 652.061.660,25 (custo B), mais 477.023,18 (custo C). O
total ficaria em R$ 1.484.538.683,43.
Em relação ao projeto do Carajás o cálculo fica assim: R$ 832 milhões
(custo A), mais R$ 873.308.331,63 (custo B) e mais R$ 1.477.193,93
(custo C). O total ficaria em R$ 1.706.785.525,55.
Quando projetamos esses valores em termos de PIB, vemos que as
máquinas governamentais de Tapajós e Carajás custariam mais em relação
aos PIBs dessas regiões do que o atual Estado do Pará. O Tapajós
custaria o dobro e o Carajás 50% a mais. E, para completar, o custeio
da parte restante do Pará também subiriam, em cerca de 7,5%.
Ou seja, dinheiro que hoje é usado em investimento passaria a ser
usado em custeio. E isso sem contar o custo imediato da instalação dos
estados, estimado em cerca de R$ 1,4 bilhão para cada um.
Se criado, o Tapajós precisaria usar 34,1% de seu PIB, ou seja, de
suas riquezas, para custear sua máquina oficial. O Carajás consumiria
18,6% das próprias riquezas. O custo do atual Pará equivale 17,2% de
seu PIB, mas com a divisão seria elevado a 19,1% do PIB estadual. Essa
situação é muito diferente da verificada nas unidades mais ricas da
federação – e não é por outro motivo que projetos como a criação dos
estados do Triângulo e de São Paulo do Leste nunca vão para frente: lá
se sabe que a divisão aumenta o custeio e que, em conseqüência, as
regiões empobrecem.
Essa equação se explica por uma fórmula simples: quanto mais recursos
um estado tem para investir em programas sociais, infra-estrutura e
empregos, melhor é o seu desenvolvimento. O custeio de Roraima, por
exemplo, é de R$ 1.037 bilhão, o que representa cerca de 35% do seu
PIB. Já em São Paulo é de R$ 75.947 bilhões, mas isso não representa
mais do que 8,51% do seu PIB. Os novos estados, com um PIB baixo,
consumirão quase toda a sua riqueza para pagar a própria burocracia.

O custo social
O segundo custo da divisão territorial é o custo social. Sim, apesar
do que se diz, os investimentos sociais no novo estado tendem a cair,
o que significa menos saúde, menos educação, menos segurança, menos
assistência social. Por que isso acontece? Justamente porque sustentar
a máquina do novo estado vai consumir uma imensa parte do seu PIB.
Façamos uma projeção. Em todo o Pará foram investidos cerca de R$ 257
milhões, em 2009, em saneamento. Nesse ano, esse valor representou
14,1% do orçamento estadual de investimento. Supondo que os novos
estados quisessem manter o mesmo programa e o mesmo padrão de
investimento na área da saúde, provavelmente não alcançariam o mesmo
valor percentual, considerando que teriam de fazer face às despesas
necessárias para pagar a burocracia institucional criada. E isso sem
considerar que os novos governos estaduais precisariam atuar de forma
compensatória em certas áreas, muito possivelmente elevando o
percentual de repasses aos novos poderes legislativos e judiciários,
tal como aconteceu com o Tocantins, Roraima e Amapá quando foram
transformados em estado.
Em síntese, dividir o ônus social tem o efeito de aumentar a pobreza.

O custo institucional
O terceiro grande custo a ser pago é o institucional. Com a divisão, é
muito provável que os três estados passem a competir entre si,
quebrando sistemas e cadeias de produção que aos poucos vão sendo
instalados. Dessa maneira, por exemplo, o Pará remanescente vai
arrecadar sobre o consumo de energia proveniente da usina de Tucuruí,
mas o Carajás não vai ganhar nada com isso. Da mesma maneira, as
exportações da Alpa, a Aços Laminados do Pará, terão sua carga
tributária aumentada, porque passarão pelo porto de Vila do Conde,
Espadarte ou de Itaquí. E, muito provavelmente, haveria uma guerra
fiscal cujo principal efeito seria afastar, dos três estados, vários
investimentos. Todos perderiam em termos de segurança institucional:
um estado rico, em processo de coesão e desenvolvimento, seria
substituído por três estados pobres, inimigos fiscais e
desacreditados. Três anões em guerra.

O custo federativo
O quarto custo da divisão territorial é o custo federativo. Os dois
novos estados trazem de imediato, juntos, 6 novos senadores e 16
deputados federais. Do ponto de vista dos interesses estritos do
estado isso poderia ser bom – considerando sempre a hipótese,
improvável, de que os estados seriam sempre bem representados, por
políticos comprometidos e honestos. Porém, acentua o desequilíbrio na
representação das unidades federativas.
Essa desproporcionalidade se deve ao atual sistema eleitoral, que
estabelece um patamar mínimo e outro máximo para a representação dos
estados na Câmara Federal: oito e setenta deputados, respectivamente.
Os dois novos estados teriam oito deputados cada um, gerando o que
alguns vêem como uma super-representação, em comparação com as regiões
mais populosas. Para alguns críticos isso viola o princípio
igualitário da democracia: os votos de alguns cidadãos acabam tendo
maior valor. Esses críticos defendem uma representação estritamente
proporcional em termos de população, na base 1 indivíduo = 1 voto.
É preciso dizer que o argumento não está, necessariamente, correto. A
principal objeção a ele é que, na sua compreensão de democracia,
considera-se exclusivamente a dimensão individual da representação e o
princípio majoritário, enquanto seria preciso considerar também outros
interesses relevantes, presentes na sociedade, mesmo que minoritários.
Afinal, a regra da maioria é apenas um expediente a serviço da
democracia, e não um fim em si mesmo.
Mesmo assim, há um custo federativo a considerar, porque a ampliação
da diferença representativa, que já é muito grande na Amazônia, pode
contribuir para um colapso institucional que não poder ser resolvido
sem uma grande reforma do sistema político e partidário brasileiro.

Mais sobre o custo federativo

Em ciências políticas, a desproporcionalidade na representação entre
as unidades territoriais é calculada por meio da fórmula de Loosemore
e Hamby (D = 1/2S ci-pi), onde D representa a desproporcionalidade
representativa, c é o percentual de cadeira da unidade territorial,
chama i, e p é o percentual da população dessa mesma unidade i, em
determinado ano eleitoral.
Essa fórmula foi aplicada ao Brasil atual pelo trabalho de Samuels e
Snyder de 2001 - portanto sem a criação dos dois novos estados - e o
resultado foi preocupante. Enquanto países como Holanda, Israel e Peru
apresentam perfeita proporcionalidade, na medida em que obedecem ao
princípio 1 indivíduo = 1 voto, outros países, que não aplicam esse
modelo, apresentam graus de desproporcionalidade que podem ser
razoáveis (e, portanto, saudáveis, do ponto de vista do argumento da
defesa dos interesses minoritários) ou não.
E o caso brasileiro, mesmo sem os dois novos estados, já é
absurdamente desigual. Por exemplo, são razoáveis os índices da
Alemanha, Austrália, África do Sul e Canadá, nos quais D = 1, 2 ou 3.
No Brasil, D = 9. Isso significa que alguns brasileiros valem mais que
outros. Com a criação do Tapajós e do Carajás esse índice aumenta
ainda mais. Iria para 11
Mais sobre a burocracia
E a criação dos dois estados seria apenas o começo de um problema
muito maior, porque sem a reforma política, ela acabaria levando,
inevitavelmente, ao fortalecimento do movimento pela criação de outras
unidades. Se metade das unidades previstas fossem criadas seriam mais
8 governadores, 24 senadores, 64 deputados federais, cerca de 144
secretários estaduais, cerca de 768 assessores parlamentares só em
Brasília e cerca de 28 mil cargos comissionados.
Será que o país precisa de tantos políticos? É justo indagar: a quem
interessa tanto? À população dos novos estados, que vai ter que pagar
o salário de tanta gente em vez de usar esse dinheiro para investir em
saúde e educação?
Em síntese, a conclusão é que unido o Pará avança mais: Nos últimos 15
anos o crescimento acumulado do PIB paraense foi de mais de 160%, o
que representa um crescimento da economia paraense bem acima da
evolução do PIB brasileiro acumulado, que foi de cerca de 140%.
Separados, nenhum dos três estados poderia apresentar taxas
semelhantes.

*Fábio Fonseca de Castro, doutor em sociologia, professor da UFPA,
pesquisador do programa de pós-graduação Comunicação e Cultura na
Amazônia.

Artigo republicado a partir de artigo original de fevereiro 2011

Fonte: http://www.fpa.org.br/artigos-e-boletins/artigos/os-quatro-custos-de-dividir-territorialmente-o-para








Peixes de água doce!!!



Hoje de manhã, vi em um programa de Tv dois famosos chefes de cozinha, um brasileiro e um francês,falarem dos peixes de água doce da Amazonia como uma das maravilhas da cozinha brasileira. Confesso envaidecida, que o que mais me encantou (quanto ciúme!)foi eles dizerem que para saber o real sabor de nossos peixes, é obrigatório que se coma em nossas terras, pois o gelo que eles necessitam para serem exportados, alteram o seu real sabor...Quanto privilégio nós temos de come-los fresquinhos. Voe para a Amazônia rápido e vá saborear nossa maravilhosa culinária...

FAZ UM TEMPÃO!



O tempo no Rio está chuvoso e uma vaga saudade me envolve, é uma saudade boa e eu diria que é também uma saudade auditiva (?)e porque não? não temos lembranças olfativas que nos remetem a velhas recordações? pois é, eu li há pouco no Facebook que a Alice( amiga minha) que acabou de chegar do Marajó, adorou a tranquilidade que se respira lá. Minha lembrança mais querida de Soure( uma das cidades do Marajó) é como aquela impressão que nos fica de lugares queridos e não sabemos bem explicar, bom, pelo menos com palavras, é tão etéreo...assim é quando penso na primeira impressão (o que fica impresso na alma)de Soure: búfalos espalhados por uma rua cheia de sombra de mangueiras fartas e um quase silêncio feito de brisa e paz.Lembranças assim é que alimentam nossa alma e povoam nossos sonhos.

Traficante de Açaí



Nestas fotos do Herbert Marcus em cidades do Marajó,vemos como são lindas as palmeiras que fornecem o açaí, vocês talvez se perguntem, de novo falando do açaí? bom, mas é que não tenho certeza se todos os meus leitores tiveram acesso a analise química desta fruta, consumida atualmente em todo o Brasil e também no exterior. Com uma diferença: eu sou tradicionalista e tomo o açaí puro, ou quase, porque gosto com açúcar. Fico invejando nossos caboclos que tomam ele sem nada químico, só com a farinha de mandioca. Aqui no Rio, muita gente adora seu sabor, mas não sabe o sabor legítimo do açaí que fora do Pará, é misturado com várias frutas, granola e o que mais a imaginação e a gula permitirem...minha avó paterna, na cama do hospital pedia para tomar açaí, meu pai tomava todos os dias, e eu pelo jeito vou pelo mesmo caminho...desta vez ,como nas outras viagens à Belém, eu trouxe 12 litros de açaí do grosso, dividido em sacos de meio litro congelados, meu amigos do Rio,mal acreditam. Mas, eu tenho uma teoria particular, as coisas que os índios descobriram como o tucupí, a maniva,e o modo de preparar o açaí(antigamente e nos interiores,esfregando suas bolinhas umas nas outras numa peneira) todas elas viciam e da feita que você se acostuma Bau-bau, não passa mais sem elas....

Melhor agora!!!



Acreditem, deu um bug no site do blogger e o texto original se perdeu, portanto esta é uma nova postagem, vocês não estão vendo a data errada não.
O importante é contar a vocês que estou repetindo a informação sobre a Basílica de Nazaré, porque a camera fotográfica que eu tinha no ano passado ,não tinha zoom e vocês não puderam admirar a cara dos dois portugueses que financiaram o painel principal da igreja, mas exigiram ser retratados no mesmo, então, lá estão eles de terno e gravata no meio da Primeira Missa rezada no Brasil com índios de tanga e com portugueses vestidos com os trajes de 1500...viraram atração turística, quando for a Belém não deixem de olhar este detalhe.

Chuva em Belém!



Belém é conhecida pela "chuva da tarde, que não pode faltar!" como diz a canção do velho Edyr Proença, mas,a chuva de Belém é diferente, ela é morna e por isto mesmo é muito bom tomar banho de chuva quando ela cai torrencial, porque nada mais verdadeiro do que chama-la de 'torrencial'são pingos grossos que formam verdadeiros chuveiros caindo pelos telhados das casas de esquina. Eu, garota, vinha do Colégio Gentil chutando as poças d'agua, chegando encharcada em casa e nunca adoecia...porque a chuva em Belém ,refresca os corpos e as ruas aquecidas pelo sol também diário! ela vem rápido, mal dá tempo de se abrigar...mas também rapidamente vai embora. O paraense tá acostumado e a olha como velha conhecida dizendo: espera um pouco ela já vai passar...

Cercas e Quintais!


Pegando emprestado o nome de um de um dos CDs do Cid, o Alcyr Guimarães, um dos melhores compositores da minha Amazônia,vou falar um pouco e tentar mostrar nas fotos o que é um quintal...talvez poucos dos meus leitores, tenham conhecido algum! mas, numa cidade como Belém e mesmo em alguns bairros mais afastados das grandes cidades ainda existem quintais, cêrcas (de madeira) acho díficil. Bom, mas eu quero dizer a vocês que na Belém da minha infância e adolescência ainda existiam os dois,na velha casa da minha avó Carmen tinha uma cêrca de madeira de onde eu podia enxergar o galo vaidoso e as galinhas da casa ao lado, as vezes tinha um poço e muitas, muitas árvores, incluindo bananeiras. Na minha casa tinha um pé de ingá, e eu, vivia em cima dele olhando para os quintais vizinhos e comendo ingá, claro! em frente ao prédio do meu filho Mauro pude ver com saudade aquele pedaço de terreno aos fundos das casas onde se estendem as roupas para "coarar" ou secar depois da lavagem, em Belém, tem que se ter cuidados com chuva da tarde que chega rápido e pode estragar todo o trabalho da dona de casa...saudades deste tempo cheio de espaço e contato dos pés com a terra mãe.

Cupuaçú-todo mundo adora!!!



Se você nunca provou uma mousse, uma geleia, suco ou uma caipirinha de cupuacu, você não sabe o que eh uma fruta que tem um paladar exotico e deliciosamente marcante!!alguns amigos ao provarem a fruta da Amazonia mais conhecida depois do acai, se surpreendem com seu perfume e seu sabor delicado e que parece conter álcool. Não é originariamente sua estação agora em maio, mas me surpeendi com o Ver-o-Peso cheinho de cupuaçus a venda...como quase ninguém conhece nem a fruta e nem como se corta a polpa, aí vão as fotos!

Feliz Páscoa aos amigos



Sabem o que eu era na procissão de sexta feira da Semana Santa? quando tinha mais ou menos 12 anos? Maria Madalena..rsrs... em Belém daquela época, não havia o hábito de todo mundo viajar no feriado religioso e a mim foi ensinado que na sexta feira era dia de guardar silêncio e de ir ao cinema assistir o filme com a história de Jesus crucificado e chorar muitooooo, meu irmão Ronaldo gritava:canalhas!! quando via pela vigésima vez o flagelo de Cristo.Eu, só vim ver o lado alegre do chocalate aqui no Rio. Recordo que me surpreendi em 1990 com a quantidade de pessoas nas lojas comprando "ovos" e achei bacana. Talvez por isso eu não seja Chocolátra...ainda bem não? pois viciada em açaí e chocolate não ia dar certo!

Lenda da Vitória Régia



No mês de abril no Rio de Janeiro, costuma ter alguns dias de calor e sol, quase como no verão e por conta disto, lindos dias e noites acontecem . A lua dos últimos dias, de tão grande e linda me lembrou a lenda da Vitória Régia (planta aquática de imensas folhas e linda flor). Reza a lenda, que Naia ,uma jovem e linda índia era apaixonada pela lua, que imaginava ser um belo guerreiro. Todas as noites, ela ficava admirando o céu e tentando tocar na lua. Um dia, viu seu reflexo num lago e achou que a lua tinha vindo banhar-se. Sem hesitar, atirou-se nas águas e não retornou...com pena da jovem, a lua com "beijo de luz" a transformou na estrela das águas com linda flor e grandes folhas para poder sempre olhar o céu...(www.lendoerelendogabi.com)(ilustração Sérgio Bastos).

Brasil Múltiplo




Meu Brasil brasileiro que um dia desses foi escolhido pela imprensa internacional como o país mais bacana da atualidade, pela sua música, sua beleza e povo. Os governos ainda não investiram na vocação natural deste país múltiplo em paisagens e lugares fantásticos que eu precisaria de muitas postagens para mostra-lo mais...nas fotos (de baixo para cima) a bela praia em Fernando de Noronha e as outras duas praias do Pará: Mosqueiro com seu mar de águas doces quase na Baía do Marajó e Alter do Chão no Rio Tapajós de lindas águas azuis. Acho que vou fazer as malas e pegar uma "gaiola" até Soure e Salvaterra...

Porque as mulheres amam o CHICO?



Me desculpem a licença poética de falar do Chico num blog que foi feito para falar da AMAZÔNIA, mas já me permiti tantas licenças que mais uma ,ainda mais sobre o Chico, tenho a certeza de que vocês perdoarão. É que ele é tão amado pelas mulheres brasileiras (de bom gosto, claro!) que não posso deixar de expor a minha análise sobre este fato. No dia de carnaval que eu fui pela primeira vez com minha amiga Margot ao bloco 'Mulheres de Chico', nós duas esperávamos que a maioria fosse de mulheres com mais de 40 anos, pois faz algumas décadas que ele esteve em maior evidência. Para nossa surpresa, a Praça no Leblon onde o Bloco toca, estava lotada de garotas quase adolescentes e que conheciam todas as letras que a banda tocava (desculpe o trocadilho). E animadas pelas cantoras do bloco, gritavam: Chico, Chico!o que faz este homem ser tão querido? hoje de manhã me perguntei isto quando ouvi uma das centenas de músicas (todas geniais) dele tocar no rádio do meu carro...e aí eu fui envolvida pela paixão e admiração com que ele fala das mulheres, ele nos ama...não foi a toa que ele só teve filhas...é que tem homens que tem a capacidade de amar ao invés de competir ou invejar as mulheres, e o Chico é uma dessas raridades, basta para entender, ouvir suas letras e sentir como somos louvadas por ele....

A diferença que faz a DIFERENÇA




fotos
João
Ramid






A nossa beleza está na diferença. Eu passei a vida inteira dizendo às pessoas que me perguntavam, que a Amazônia é única! nada existe no planeta TERRA que se assemelhe as nossas belezas, pelo simples fato (simples?) de termos um "Mar Doce" e a maior floresta tropical do planeta, e, isto nos dá o privilegio de paisagens únicas. De certo modo, as dificuldades para se chegar a Amazônia, nos preservou da destruicao causada pelo turismo em massa, nada contra, é apenas uma constatação.Adoro os hóteis no meio do estado do Amazonas e se pudesse faria um na ilha das onças. Quando comecei a conhecer mais a Europa , foi quando me dei conta mais profundamente das diferencas que nos torna únicos. A Amazônia é um dos poucos recantos do mundo ainda a ser conhecido. A ilha de Mosqueiro, a do Marajó, as Cavianas, Mexianas e tanta coisa mais, ainda estão por ser conhecidas pelo mundo. E, temos ainda a conjunção com o Oceano Atlantico que nos dá recantos iguais a muitos lugares belos do mundo: Salinas e várias outras áreas banhadas pela água salgada. Mas, ondas de agua doce? baia temida por sua correnteza e profundidade como a do Marajo? são imagens unicas e lindas...desculpem a falta de modéstia....rsrsrs

É difícil resistir as delicias da vida!



Exatamente de hoje a um mês, estarei em Belém! esta será minha primeira ida em 2011. Acabei de acordar da minha sesta tradicional depois de uma grande tigela de açaí geladinho com farinha de tapioca.Como resistir a culinária amazônica?hoje foi com tapioca, as vezes é com farinha d'água e carne seca frita salgadinha para fazer o constraste com o doce açai (infelizmente quando eu era crianca me habituaram ao açucar). Várias coisas: um dia uma amiga se queixou de insônia, disse à ela, toma açaí...nada melhor para um sono profundo e tranquilo. Outra: cansei de ouvir sugestões para desistir dele(açaí) por ser calórico, um dia desses, recebi um telefonema da minha prima Yêda perguntando , ja tomou teu açai hoje? e eu , não, porque? ela: porque está mais do que comprovado pela ciência que faz um bem enorme à saude e beleza porque ele contem muita vitamina 'E' e antioxidantes...como viajo sozinha, tenho tempo de observar os estrangeiros e eles (vou exagerar um pouquinho) comem pão com recheios variados, queijo, salame, alface, presunto. No Brasil, não passamos por nenhuma guerra, culturalmente, nunca nos faltou comida. Por isto comemos demais, muita fruta, muito peixe, muita carne, muito abacaxi (não é Nine?) e muito açaí. A natureza nos deu fartura, o que falta para não ter fome nenhuma neste pais é aumentar a distribuiçao (educação,riqueza e etc) e diminuir (pelo menos) a corrupção.

De volta a Barcelona, quase no Brasil!


Cheguei ontem aqui com uma lua enorme, linda. Na foto ao meu lado, Colombo imortalizado em uma estátua aponta para as Américas...aqui ,começa a primavera e no Brasil começa o outono, meio fajuta eh verdade, mas ja dá para melhorar do calor do verão que cada vez é mais quente. Saí de Praga com chuva , mesmo assim ela é bonita. Aqui também, mas, hoje fez um pouquinho de frio. Em maio darei um pulo em Belém para a missa de um ano de morte do meu pai. Aliás , em Barcelona lembro dele em 88, quando estivemos aqui e ele cantarolava a música que Nelson Gonçalves gravou "Dolores e Sierra vive em Barcelona na beira do cais..."saudades dele....

Café da manhã e Bossa Nova!



Eu desci para tomar café da manhã e o que toca no discreto som que ecoa pelo restaurante do hotel? bossa nova!! que legal ouvir som brasileiro neste país onde o S tem um chapeuzinho? rsrs... cai um chuvisquinho igual o de Belém no nosso encalorado "inverno" . As pessoas do hotel sao simpáticas e na linguagem universal que unem os seres de boa vontade, eu pergunto e descubro como fazer para chegar na Igreja do Menino Jesús de Praga, afinal vir aqui e nao ir cumprimenta-lo nao é bacana! será que compro uma sombrinha como se diz em Belém ou um guarda chuva como se fala no Rio? de tarde vou fazer um passeio de barco pelo Rio Vitava e farei mais fotos para voces....que enquanto eu escrevo, vocês ainda dormem aí, pois para voces sao 5,30hs da matina...

Praga e sua elegancia!



Praga ou Praha como se escreve em Tcheco é linda mesmo como tinham me dito minha amiga Eloisa e meu filho e nora Mauro e Roberta. Gosto de comparar cidades às mulheres, e Praga é suave como uma "vieja" dama que conserva com cuidado seu antigo esplendor com muita elegancia. A primeira coisa que me chamou atençao foi sua calma, que algumas pessoas podem confundir com nostalgia. Não, Praga é como uma mulher bem educada que nao gargalha, sorri! Se eu descrevesse minha Belém desta forma, diria que ela é uma jovem adolescente morena , calorosa e que espontaneamente gargalha sem ser escandalosa!

Faz mais de 20 anos em Amesterda!!


Me lembrei da musica que diz: Longe de casa ha mais de uma semana, milhas e milhas distante...!!!(deu uma saudadinha) faz mais de 20 anos que estive em Amesterda e guardava uma imagem poetica da cidade, mas, ela cresceu muito, ficou badalada demais e eu perdi a imagem romantica que eu tinha dela...imaginem que sem falar bulhufas de ingles, tive que brigar com um motorista de taxi que tentou me enrolar! armei o maior barraco com ele que queria me cobrar acima do que marcava o taximetro, ameacei chamar a policia e ele voltou atras ...depois dizem que eh no Brasil que os taxistas fazem isto! quando eu fui lah anos atras, o povo sorria para nos e eram super simpaticos, parecia um povo feliz. Agora, a cidade continua bonita ,mas ficou estressada, todo mundo correndo , muito carro e menos bicicletas. Mesmo assim valeu , alias "tudo vale a pena se a alma nao eh pequena" jah dizia Fernando Pessoa. Aquela foto minha acima eh no museu das torturas da epoca da Inquisicao!!!

Aniversário em Amersfoort



Meu primeiro dia na Holanda foi na cidade da amiga paraense que fazia aniversario. Sábado tranquilo e familiar falando portugues nesta terra de lingua dificil! Clivia, jornalista e minha ex aluna da Ufpa ,continua papa-chibé e seus gemeos de sete anos chamam o pai holandes de gringo, pois eles falam muito bem o português adoram ver filmes em nossa lingua, e, de quebra ainda traduzem para o pai Oto, palavras que porventura ele não entenda! valeu amiga! hoje domingo vou a luta sozinha e Deus, com um dicionario de inglês na mão, passear pela cidade que fazia 20 e poucos anos que nao via.

Cabocla paraense!!!

Para quem nao sabe o que eh 'cabocla' , eh a mistura do branco com o indio, coisa comum na Amazonia.
Pois eh, alem de ser cabloca sou
chamada de louca(no sentido de destemida) por alguns amigos e familiares por viajar ao exterior completamente soh, sem amigos ou excursoes(que alias detesto), e, principalmente sem falar fluentemente nenhuma lingua estrangeira...rs...confesso que gosto da adrenalina deste desafio! alem de ser por temperamento, independente , as circunstancias me obrigaram a fazer isto. Tinha combinado com dois amigos de viajar(um tempo atras) e proximo da data combinada, eles desistiram da viagem, acontece que eu queria muito ir, entao pensei: vou sozinha! e gostei da experiencia. Claro que se tiver companhia ,nada me impede de gostar tambem. Mas, cumprir os horarios e roteiros das excursoes , soh em situacoes especiais. Bom, peco licenca aos amigos que me leiem para daqui em diante relatar minhas aventuras que desta vez comecaram em Barcelona e vai se estender a Amsterda e Praga!!! Inte breve!

Dia Internacional da Mulher

Hoje , no Dia Internacional da Mulher, meu Blog faz um ano. Cria-lo
foi uma idéia que me deu muito prazer e muitos novos amigos. No ano de sua criação, foi eleita a
Dilma para primeira Presidente do Brasil. Mulher guerreira e que tem passado uma imagem positiva das brasileiras: forte, decidida e plagiando Guevara sem perder a ternura jamais. Durante a campanha ela tornou-se avó e está toda boba como uma boa avó deve ser. Como eu sou também! Desejo que ela consiga realizar para o meu Brasil, todos os sonhos de igualdade que teve quando esteve presa e torturada. Meu blog não é político e não será a partir de agora. Mas, Dilma, hoje ,está representando todas as mulheres admiráveis que conheço e que abraço através deste texto. No Brasil, ainda é carnaval, "chuva ,suor e cerveja" misturam-se em odores pelas ruas deste país, onde as mulheres tem ganhado espaço e mostrado seu valor e meu blogzinho querido tem sido lido o bastante para me dar um grande prazer. Vida longa para a seriedade que a Dilma vem mostrando e vida longa para meu blog que só deseja mostrar um pouco de meu país e da minha Amazônia....Obrigada amigos.

A Criatividade do Carnaval


CACHORRO CANSADO, RÔLA PREGUIÇOSA, SUVACO DE CRISTO,CÉU NA TERRA, CARMELITAS,LARGO DO MACHADO MAS NÃO LARGO DO COPO....E POR AÍ AFORA...Assim são os nomes de alguns dos blocos do carnaval carioca, cheios de inventividade e a cada ano mais animados. Eu me divirto, quando vim de Belém morar no Rio em 1990, ou seja, no século passado..kkkk! o carnaval de rua estava praticamente morto, lembro de numa terça feira de carnaval nos andarmos pela av. Atlantica, eu e duas amigas, e, a avenida nao tinha ninguém...só o Bloco de Ipanema e o CORDÃO DO BOLA PRETA resistiam. Devagar, o carnaval foi resnascendo e hoje tem mais de uma centena de blocos registrados oficialmente, tem até ,aqueles que saem as seis horas da manhã e lotam a Praça 15 de homens e mulheres bronzeados a cantar velhas marchinhas...! as máscaras de papel maché da foto são criação de um artista popular,e fazem a alegria da garotada. Muito legal!!!

Carnaval chegando....



Ainda verão, ainda fevereiro, mas, às vésperas do carnaval. No Brasil, nada acontece antes do carnaval que este ano será no inicio de março, quer dizer, o oficial, o do calendário, pois os blocos já começaram a sair em todo o país. Hoje a noite por exemplo a Lapa será fechada para "ensaio" de um deles. Quando eu era adolescente lá em Belém, gostava muito de ir aos bailes de carnaval que os clubes faziam: Remo, Assembléia, Pará Clube e outros de boa memória, eu e minhas primas fazíamos um bloco e íamos fantasiadas de havaianas, cowboy, e eu particularmente, gostava muito de me fantasiar de fantasma: calça e blusa negra e um capuz com abertura para os olhos, nariz e boca. Ia aos pulos pelo salão,mexendo com os rapazes e fazendo eles morrerem de curiosidade.Me divertia a valer e ao final voltávamos andando para casa de minha tia Nair onde quase sempre eu passava os feriados. Depois de adulta, prefiro olhar minhas amigas fantasiadas, bebendo caipirinhas e caindo na folia. O único bloco que eu me esforço para ir é o das "Mulheres de Chico" na foto acima, onde as instrumentistas são todas mulheres e o público na maioria feminino, saúda nosso grande Chico Buarque!! ele merece.