Almoço no Combú


A ilha fica em frente à Belém, à margem esquerda do Rio Guamá e é uma das 50 ilhas
que compõem a Grande Belém.  Os barcos saem da Praça Princesa Isabel, no bairro do
Condor e os horários não são lá muito regulares, entretanto há um barco que sempre
sai às 12:30h.

A beleza e o bucolismo dão destaque ao Cumbu. O ecossistema sofre a influência
das marés dos rios e as inundações são frequentes de dezembro a abril, o que
determina uma arquitetura de palafitas. Trata-se de uma área de proteção ambiental
que abriga grande variedade de fauna e flora.

É possível sair de Belém para almoçar na ilha, mas é importante perguntar ao barqueiro
a hora do retorno. Testado e aprovado, indico o Bar do Boá que tem  comida saborosa
feita pelas mãos da Nilza. O cardápio foi: filé de dourada, farofa (especialidade da casa),
arroz, feijão marrom,  carne seca em lascas com molho acebolado e o irrecusável açaí.
Que delícia !!!!
Vale o passeio !!!! (texto de TINA ALMEIDA)

O que tem Pará no nome: Paraty!



Linda como Mosqueiro e outras pequenas cidades do Pará, Paraty guarda traços de um país que já não existe..nas grandes capitais. Um Brasil, onde ainda se vê índios na rua, onde se imagina como eram  quando os portugueses chegaram e viram as montanhas de um verde selvagem da Mata Atlântica e o mar azul transparente. Amei, não conhecia ainda e me senti em Mosqueiro da minha infância, aconselho aos amigos de Minas , do exterior, e mesmo os cariocas a irem até lá.

MARAJÓ em julho!

Julho na Amazônia é alto verão, enquanto no sul e sudeste do Brasil, o tempo esfria, no Pará é tempo de muito sol e praia... Belém fica meio vazia, pois com as férias escolares, quem não trabalha corre para as praias para se refrescar do sol forte e muito calor que convidam a ficar perto das águas....com os muitos municipios marajoaras , você vai adorar ficar no que com certeza pode-se chamar de sombra e água fresca!

O Preço da Fama do Açaí!


Pois é, o AÇAÌ está famoso no Brasil inteiro e em alguns outros países, um dia desses um ator brasileiro que mora em Los Angeles, falou que tem um mineiro vendendo lá...mas isso, para o nosso povo tem trazido uma alta impensável  tempos atrás, pois o Açaí antigamente era o alimento do povão...este ano fora da safra o fruto, chegou a custar 25,00 reais o litro, agora, começou a safra deste ano e todos esperamos que o preço baixe, afinal o paraense não sabe deixar de lado esta fruta tão especial e rica em nutrientes...você para provar o verdadeiro sabor do açaí, tem de ir ao Pará, pois em outros lugares ele é tão misturado com outros produtos que tem seu verdadeiro sabor descaracterizado...

Museu Emilio Goeldi- Belém

Em 1893 o Governador Lauro Sodré, mandou buscar no Rio de Janeiro o pesquisador suiço Emilio Goeldi que acabou algum tempo depois dando nome ao famoso centro de pesquisas zoobotanicas da Amazônia. Na minha adolescência como eu morava próximo, eu gostava de ir estudar na tranquilidade e clima ameno do Museu, é uma quadra no centro de Belém completamente arborizada e até quem mora próximo sente o frescor que as árvores imensas como a samaumeira do foto proporciona...

Adoro mostrar minha terra!

A primeira foto é na frente do belo município de Santarém, onde o azul Rio Tapajós ao se encontrar com o Rio Amazonas cria este espetáculo único! é um Rio lindo o Tapajós, e, temos que lutar para que os governos não criem nele hidreletricas que possam acabar com Alter do Chão (praia de verão). A outra foto é para quem não sabe que temos praias lindissimas de mar, cheia de dunas como as de Salinas, ou SAL como os belemenses carinhosamente chamam o municipio....e se você quiser conhecer estas cidades paraenses a época está chegando: vai de julho a outubro...alto verão Amazônico!

Lá como Cá ou o INVERSO!


 Olha, como diria o Chico Buarque, falando sério...passear pelos canais de Amesterdã me lembrou os ribeirinhos da Amazonia, talvez seja uma licença poética, mas cá como lá eles moram às margens das águas  e vivem em barcos e se movimentam também com os mesmos. Tem de todo o tipo, pequenas canoas (como as das fotos) e belos barcos enfeitados com flores, que nem nossos pequenos barquinhos que levam as crianças da Amazonia às escolas ou nossos garbosos Gaiolas que vão de Belém a Barcarena, Cametá e centenas de outras cidades...a diferença está nas águas não poluídas e na fartura de escolas, hospitais e tudo que fica a desejar para nosso sofrido povo interiorano!

Paris e Pará


O tempo passa correndo, eu vou ficando mais velha e experiente, mas, continuo amando meus dois 'P' ,Pará e Paris... então já faz tempo que venho à Paris, é só olhar nas fotos a diferença de idade kkkk...acabei de comer baguette com patê de foia gras e os queijos mais fedorentos que acho nos supermarchés...adoro, mas, bateu uma vontade de tomar um tacacá!!! em casa quando voltar vou descongelar (tenho um frezer só p/ as comidas do Pará) um litro de tucupí e muito jambú até a língua ficar dormente e passar esta vontade! enquanto isto neste friozinho de primavera em Paris, vou comendo cuscuz marroquino que lembra muito nosso cozido paraense e aquece a alma!

Igreja de Sant'Ana

Ainda bem que a Igreja de Sant'Ana foi recuperada, ela é uma das mais antigas de Belém, e vive no imaginário dos adultos da minha geração. O motivo, é uma lenda urbana que se criou entre as crianças de então: todos nós acreditávamos que atrás de sua porta principal, estava guardado o ' esqueleto' de uma menina que rebeldemente levantara a mão para bater em sua mãe ! Deus então a tinha castigado e seu corpo mumificado vivia ali naquela Igreja, kkkk!  como  se Deus fosse cruel...mas, foi uma mentirinha boba que se espalhou para evitar as birras das crianças da época. É uma Igreja dedicada a mãe da Maria e portanto a santa em cujo dia se comemora o dia das avós...fica no centro da cidade e vale a pena ser visitada.

Nossa NAZARÉ














Como ir à Belém e não visitar Nossa Nazaré? já fui lá algumas vezes e não fui vê-la. Não sou nenhuma católica praticante, vou à missa de vez e quando e tenho algumas restrições a Igreja como um todo. Mas, me sinto cada vez que vou lá e não lhe dou um alô, como uma filha que esquece da mãe. Desta vez , agora em abril, fui na Basilica e rezei e me acalmei olhando estas imagens que vocês vêem nas fotos...Para mim, o céu é como ali : anjos, casas , Jesus menino ,sua mãe e seu pai José. Paz, muita paz é assim que imagino aquele paraíso! Nós paraenses ,somos engraçados, vamos aos Centros Espiritas, aos terreiros de Umbanda, mas não deixamos de amar Nossa Senhora de Nazaré. Indo a Belém não deixe de conhece-la!


Mercado de Ferro de Belém!

Fazia um tempão que o Mercado de Carne de Belém, que fica em frente ao Mercado de Peixe do Ver-o-Peso, estava fechado para reformas, e, felizmente voltou a ser belo e rebuscado com seu rendilhado de ferro batido que datam de 1867 e foi projetado pelo Francisco Bolonha  feito de ferro importado da Escócia ,composto de 4 grandes pavilhões e uma escada em caracol que originalmente era um reservatório de água que se transformou num mirante. Sua inauguração foi em dezembro de 1908, e agora reaberto vale a pensa ser visitado, eu ainda quando pequena e mocinha comprei carne muitas vezes lá!

Eu e o Ver-o-Peso!

Eu chego em Belém e no dia seguinte (quando é possível) corro para a feira do Ver-o-Peso, adoro aquilo alí, mas , agora decidi: cansei de me fantasiar de paraense para nenhum dos feirantes acreditar em mim! vou de bermuda ou vestidinho bem chulé e quando é de bermuda coloco uma blusa daquelas que todo os anos compro para o Círio de Nazaré, aí penso: ninguém vai me tratar como turista...ledo engano! procuro falar o mínimo possível pois todos os meus amigos dizem , que eu adquiri nestes 22 anos de Rio de Janeiro um pouco do sotaque dos cariocas, não que eu queira, muito pelo contrário, no Rio todos percebem que eu não sou de lá porque falo TU e conjungo os verbos corretamente, 'se tu fores , se tu vires e etc'. Mas mesmo fantasiada de cabocla, não engano ninguém! fico rodeada (no Mercado de peixe) de vendedores de sacolas e todos os peixeiros tentando me vender 'isopor p/ levar o peixe congelado'. As primeiras vezes reagia indignada: égua ,eu sou daqui!!!  agora vou desistir e aceitar passivamente que meu povo me estranha, fazer o que né? quem manda nascer loura?

Nosso Linguajar encantador!


Texto de Pasquale Cipro Neto(Gramático)


Estive em Belém, capital do Pará para proferir duas
conferências. Tudo ótimo, do pessoal que organizou o
evento às inúmeras pessoas que compareceram e assistiram
às palestras.

É claro que nessas ocasiões presto muita atenção no que
ouço. Nada de procurar erros, pelo amor de Deus! O que
me fascina é descobrir as particularidades da linguagem
de cada comunidade, de cada grupo social. E a linguagem dos paraenses - mais especificamente a dos belenenses -é particularmente interessante.

"Queres água?", perguntava educadamente uma das pessoas
 que participaram da equipe de apoio. O pronome "tu", da
 segunda pessoa do
 singular, é comum na fala dos
 habitantes de Belém. Com um detalhe: o verbo conjugado
 de acordo com o que prega a gramática normativa, ou, se
 você preferir, exatamente como se verifica na linguagem
 oral em Portugal.

 Em Lisboa e em Belém, é muito comum ouvir "Foste lá?",
 "Fizeste o que pedi?", "Trouxeste o livro?", "Queres
 água?", "Sabes onde fica a rua?".

 Inevitável lembrar uma canção de uma dupla da terra,
 Paulo André e Rui Barata ("Beira de mar, como um resto
 de sol no mar, como a brisa na preamar, tu te foste de
 mim"). "Tu te foste", diz a letra, certamente escrita
 assim pelo letrista Rui Barata, exatamente como dizem as
 pessoas em Belém. A cantora Fafá de Belém,
 equivocadamente, gravou "fostes".Uma pena!
"Fostes"
 serve para vós: "vós fostes".
O que se ouve em Belém - "foste", "fizeste", "queres" -
não é comum em qualquer região do país. Em boa parte do
Brasil, é freqüente o emprego do pronome "tu" com o
verbo conjugado na terceira pessoa: "Tu fez?", "Tu
sempre faz isso?", "Por que tu não estuda?", "Tu comprou
o remédio?". Para a gramática normativa, isso está
errado. Se o pronome é "tu", o verbo deve ser conjugado
;na segunda pessoa do singular: "fizeste, fazes, estudas,
compraste", nas frases anteriores.
Na linguagem oral, a mistura de pessoas gramaticais
("Você fez o que te pedi?" ou "Tu falou", por exemplo) é
tão comum no Brasil que é impossível não ficar surpreso
quando se vai a Belém e se ouve a segunda
pessoa dosingular como se emprega em Portugal. Aliás, Belém tem
forte e visível influência portuguesa, a começar pela
bela arquitetura.
Ainda segundo a gramática - e segundo o uso lusitano,
vivíssimo -, quando se usa "tu", não se usa "lhe". E aí a roda pega, até em Belém
onde, apesar dos verbos e do
sujeito na segunda pessoa, às vezes se ouve o pronome
lhe": "Foste lá? Eu lhe disse que devias ir". Qual é o
problema? O pronome "lhe" se usa para "você", "senhor",
"senhora", "Excelência", ou qualquer outro pronome de
terceira pessoa. Na língua formal, "tu" e "lhe" não
combinam. Na frase anterior, o "lhe" deveria ser
substituído por "te": "Foste lá? Eu te disse que devias;ir".
E mais: como já expliqueiem colunas anteriores, para a
gramática normativa, o pronome "lhe" não deve ser
empregado com verbos que não pedem a preposição "a". Com
o verbo "dizer", que pede a preposição "a" (dizer a
alguém), tudo bem: "Você foi lá? O que ele lhe disse?".
Mas com "admirar", "procurar", "abraçar", que não pedem
a preposição "a" (admirar alguém, procurar alguém,
abraçar alguém), nem pensar em "lhe" na língua culta:
"Todos admiram você/Todos o admiram"; "Todos procuram
você/Todos o procuram"; "Ela abraçou você/Ela o
abraçou"
Não custa repetir que todas essas observações têm como
base a gramática normativa, que, na linguagem oral, ou
seja, na fala, como se vê, não é aplicada integralmente
em nenhum canto do Brasil. O que fazer? Nadade
histeria. Nem tanto ao mar, nem tanto a terra. Nada de
imaginar que se deva exigir de todo brasileiro, na fala,
o cumprimento irrestrito das normas lusitanas de
uniformidade de tratamento.
E nada de achar que não se deve ensinar isso nas
escolas, que não se deve tocar no assunto. Afinal, a
uniformidade de tratamento está nos clássicos
brasileiros e portugueses, está na língua viva, oral de
Portugal e de outros países de língua portuguesa. Está
até na poesia brasileira deste século. E também na
música popular da Bossa Nova ("Apelo", de Baden e
Vinicius, por exemplo: "Meu amor, não vás embora, vê a
vida como chora, vê que triste esta canção; eu te peço:
não te ausentes, pois a dor que agora sentes...") a
ChicoBuarque ("Acho que estás te fazendo de tonta, te
dei meus olhos pra tomares conta, me conta agora como
hei de partir" versos de "Eu Te Amo", música de Tom
Jobim e letra de Chico Buarque).
Não custa repetir: na língua culta, formal, é desejável
a uniformidade de tratamento. Quando se usa tu, usam-se
os pronomes te, ti, contigo, teu. Quando se usa você,
senhor, Excelência, usam-se os pronomes o, a, lhe, seu.
E também não custa pesquisar um pouco, ler os clássicos
e os modernos. Ou fazer uma bela viagem a Belém e lá
tomar o tacacá. E ouvir algo como "Fizeste o trabalho?".

Um beijo, Belém.

ÉPOCA DE PEIXES- CONHEÇA O PIRARUCU !

Semana Santa, que quando eu era garota era obrigatório comer peixes, então estou mostrando à vocês o nosso peixe mais famoso: o Pirarucu, vale um pouco de explicação cientifíca tirada do google:
Generalidades: O Pirarucu pode vir a ser uma espécie importante para apiscicultura, pois além da carne saborosa possui um crescimento muito rápido. Este exemplar atingiu 8 quilos em 11 meses de criação.Esta espécie está ameaçada de extinção. Este exemplar é oriundo decriação em cativeiro na região de Belém (PA) e cresceu no Sítio Centenário no Município de Cerquilho (SP), em um projeto de parceria com o Instituto de Pesca. Possui respiração aérea e, na natureza, alimenta-se de outros peixes. Na criação comercial é treinado a consumir ração extrusada.

Você sabia que tem Pororoca na França e na India?


 Em sua origem tupi, essa palavra quer dizer algo como "causar um grande estrondo". Ela foi adotada para se referir a um dos mais impressionantes fenômenos da natureza - que ocorre quando o mar invade um rio, na forma de uma grande onda que se choca contra a corrente fluvial. Essa onda pode atingir até 4 metros de altura e durar até uma hora e meia, avançando 50 quilômetros rio adentro. A pororoca só ocorre em regiões de grandes marés, como a foz dos rios Sena, na França (onde é conhecida como mascaret), e Ganges, na Índia (chamada de bore) - mas é muito mais intensa no litoral norte do Brasil. Essa região é especialmente propícia para o fenômeno. Primeiro, por receber as águas do rio Amazonas, que, a cada minuto, lança 12 bilhões de litros no Atlântico. Segundo, por registrar as maiores marés do país - o nível do mar chega a subir até 7 metros.
Para completar, os fortes ventos alísios sopram do leste, fazendo com que a maré entre bem de frente no estuário dos rios. As pororocas mais violentas acontecem nos períodos de lua cheia ou nova, nos meses de março e abril. "Essa é a época de cheia no Amazonas - e também quando a influência gravitacional do Sol e da Lua sobre as marés atinge seu ponto máximo. Aí, ocorrem as elevações do mar que provocam a onda", afirma o oceanógrafo Marcello Lourenço, especialista no assunto.
 http://mundoestranho.abril.com.br

Fotos emprestadas ,mostram meu povo!

Quem não tem cão ,caça com gato! diz o dito popular. Então emprestei fotos que eu  dificilmente terei chances de ter, para que vocês apreciem o que está muito distante do Rio de Janeiro , e, me atrevo a dizer que mesmo muito paraense não conhece...o povo do interior do Pará e suas ruas de rios cantada pelo poeta! esta pequena ilha da foto é JUPATITUBA, em Muaná no Marajó!

CARNAVAL DE BELÉM-1950

Melhor do que falar é mostrar, e, hoje através de uma amiga no facebook eu descobri esta reliquia do carnaval antigo em Belém, e, que mostra um pouco da memória que eu tenho do meu pai saindo no que se chamava de Blocos de Sujo, porque , ao que me lembro cada um dos brincantes ia como queria e pulavam ao som das marchinhas cheias de ironia e que eram um retrato da sociedade da época, servindo até hoje como uma crônica urbana. As músicas eram tão boas que até hoje os foliões do século 21 ainda as cantam ....então vejam acima o youtube e se deliciem com as memórias de nosso povo.

Carnaval em Curuçá













"Os Pretinhos do Mangue" é o bloco ecológico que prega a preservação do 'mangue' onde vivem os caranguejos , essenciais para a economia do municipio. Para sair no Bloco que é o mais badalado de Curuçá , basta se sujar com a lama onde vivem os bichos que sustentam várias familias  e fazem a delícia de um dos pratos preferidos dos paraenses. Como única alegoria, um enorme caranguejo seguido pelos foliões que neste carnaval ,chegaram a dez mil. Até o final do carnaval os pretinhos do mangue devem reunir mais foliões.

Rio Guamá




No inicio de janeiro, mês que acabará nesta semana, o Jornal Liberal publicou um texto do Professor Eidorfe Moreira sobre a história da fundação de Belém e da importância do Rio Guamá e que transcrevo aqui!

“durante o século de sua
fundação e a primeira metade
do seguinte a cidade vivera à
beira rio e nas suas proximidades. Crescera consideravelmente em termos periféricos e latitudinários, mas muito pouco em
termos de penetração. Ela se distendia, então, desde o Convento
de Santo Antônio (atual Colégio
e Igreja do Carmo) até o convento de São Boaventura (atual Arsenal de Marinha). E finalmente
conclui com a seguinte afirma-
ção: “Se o rio define o plano e
engrandece a perspectiva, é nas
ilhas que reside a graça da paisagem belemense. Nenhuma
cidade do Brasil apresenta tão
numeroso constelário de ilhas
como Belém. Ilhas grandes e
pequenas, aluvionárias e não
aluvionárias, umas dispostas
defronte do litoral da cidade,
outras contíguas a esse litoral,
outras finalmente na margem
oposta do Guamá. A cidade
nasceu, por assim dizer, sob o
signo insular”.

A Imperatriz do Pará

A Imperatriz Leopoldinense, vai desfilar este ano com um tema paraense, O Muiraquitã, o seu cantor principal, o Dominguinhos- ex do Estácio (outra Escola de Samba) é um apaixonado pelo Pará, vai todos os anos ao Círio de Nazaré , além de ser uma simpatia de criatura. E o tema do Pará já deu vários campeonatos às Escolas do Rio. É considerado um tema "de sorte". As fantasias estão muito bonitas e o samba é um dos mais empolgantes do carnaval carioca. Ao lado você poderá ouvi-lo num link que está lá. Este sábado será o ensaio técnico na Sapucaí e a Escola promete ser uma das melhores neste ano de 2013.

DESCOBERTA DA VIDA!


Eu sempre disse aos meus amigos, que numa " encarnação" anterior a esta , eu tinha nascido no Rio de Janeiro e por isto tinha vindo de novo morar aqui. Nem a propósito, vasculhando sobre a fundação da cidade(RJ) descobri que índios da Amazônia migraram para cá, como vocês podem ler abaixo. Assim também a minha ligação com a França, é que os franceses tomaram o Rio de Janeiro e moraram onde é o Aterro do Flamengo. Assim está explicada a triangulação que sigo: Pará/ Rio de Janeiro/ Paris...kkkk
pesquisando a gente descobre tudo, eu sabia que paraenses são numerosos aqui, agora descobri o motivo: todo mundo veio resgatar algo!

Colonização portuguesa e invasões estrangeiras


Mapa da Baía de Guanabara em 1555.
O litoral do atual estado do Rio de Janeiro era habitado por índios do tronco linguístico macro-jê há milhares de anos atrás. Por volta do ano 1000, a região foi conquistada por povos de língua tupiprocedentes da Amazônia
Fonte:wikipédia

ANO DE SORTE!

Nasci num dia 13 e o ano que chega rápido , ano da Serpente no horoscópo chinês , torna-se portanto meu ano de sorte...decretei e pronto. 2013 irei bastante à Belém, se possível também à Paris e ao Porto ,em Portugal! tomarei sempre açaí e tacacá e comerei muito caranguejo na casa da Zildinha feito no capricho com farofa na manteiga e uma pimentinha de cheiro, bem legal! e as imagens das fotos ao lado são para mostrar nossas águas doces e nossas águas salgadas do oceano Atlântico.

As Cores de Nossos Rios!

A cor da água do poderoso Rio Amazonas, do Rio Guamá , de outros grandes rios do Brasil em outras regiões, e  principalmente de grande parte dos rios  Amazônicos  que banham praias lindas ao longo dos municipios onde passam,   são as vezes estranhadas por pessoas que dizem assim: ah mais a água  não é limpa..! estas, certamente são pessoas  de cidades litoraneas banhadas pelo mar transparente e que nunca tiveram a chance de mergulhar num rio de águas doces! não tem nada mais gostoso posso assegurar, as águas são da temperatura do útero materno, uma delicia ! ainda mais se bater aquela brisa de beira de praia... nossas praias de areias brancas ao longo dos nossos grandes e poderosos rios são deliciosas podem acreditar, e sua cor nunca quer dizer sujeira é apenas a cor do leito do rio, simples assim! experimente um mergulho!

O Mundo que gira, gira...

Não gosto de Natal, fico triste e tento mesmo esquecer e tornar a data o mais simples possível, quase fingindo que ela é mais um feriado comum. Ano passado, o Natal foi uma prova de fogo, a prima-irmã que mora aqui no Rio e com quem tenho passado vários Natais, estava doente...tinha descoberto um Câncer que na altura do Natal estava tão grande que primeiro ela teria que tentar a quimioterapia para ver se ele diminuia,e, só depois a cirurgia para  a retirada do tumor. Foi uma noite de fingida despreocupação e leveza! Hoje ,um ano depois, as vésperas do Natal, minha prima está curada e foi principalmente por 'obra e graça' de Maria de Nazaré através de uma cirurgia espiritualista feita a distância...ela católica ,devota de Nossa Senhora de Nazaré, padroeira  de Belém, recebeu as instruções de que em certo horário deveria ficar em meditação pois (para espanto dela),  "Maria de Nazaré " que comanda um dos hospitais espirituais no espaço é que iria atende-la..algum tempo depois, no lugar do tumor restou apenas uma cicatriz como se tivessem raspado o local. Os  médicos supresos encerraram o tratamento que nem precisou de cirurgia. Então, quando os antigos dizem que o mundo dá voltas, acredite, ele gira , gira e você deve acreditar no amanhã....

Uma Crônica emprestada da Dolores Coelho!


Ano de 2001.
Círio de Nossa Senhora da Conceição nas águas do rio Caraparu.

Vamos visualizar o mapa do Estado do Pará e ancorar na prainha do vilarejo de Caraparu, distrito do município de Santa Izabel, localizado a menos de uma hora de Belém, onde, a cada dia 8 de dezembro, há mais de 100 anos, acontece o Círio de Nossa Senhora da Conceição. Todas as imagens acumuladas ao longo de dezenas de círios em Belém, no asfalto, são incomparáveis com o que se vê e, principalmente, com o que se ouve no de Caraparu.
Em 2001, a convite dos amigos fotógrafos Elza Lima e Pedro Martinelli, eu os acompanhei no trabalho fotográfico do Círio fluvial de Caraparu. Sem ser fotógrafa, nem mesmo amadora, eu resolvi contribuir na empreitada providenciando um café da manhã, bem prático, a ser degustado no próprio carro a caminho da localidade. Partimos de Belém às 5 da manhã. Com os vidros do carro abertos, respirando o cheiro da manhã ainda molhado pela neblina da madrugada, tomamos um café quentinho com beiju torrado da feira de Batista Campos.  Elza, veterana no Caraparu, fez alguns relatos dos círios fluviais para os dois novatos, Pedro e eu.
Chegamos ao vilarejo e já encontramos, além de muitos romeiros, outros fotógrafos, todos na execução da primeira etapa do trabalho, negociando o preço do aluguel das canoas e dos serviços dos canoeiros. Elza, com desenvoltura e experiência, ficou à frente de tudo, examinando as  canoas, reclamando do tamanho dos remos, barganhando os valores pedidos. Tudo isso antes de surgir o Ribamar!

- Dona Elza!!! Eu, eu, eu tava esperando a senhora. Cadê o seu Luiz, rapá?
- Fale, Ribamar! Td bem contigo? O Luiz Braga não pode vir. Mandou um abraço pra ti.
 - É mesmo? Poxa! Aguarde aqui que eu e o meu primo Angelo vamos levar a senhora.
De cara, eu gostei do Ribamar. Muito vivo, ele deve ter lido a frase em neon piscando na minha testa: “Eu sou uma péssima nadadora!”. Ele foi logo informando que o nível do rio estava baixo pela falta de chuvas. Eu achei uma ótima notícia! Acomodados na canoa, sem coletes salva-vidas,  lá fomos nós, rio abaixo, durante duas horas, rumo à localidade de Cacoal, de onde, após a reza do terço na capelinha, partiria, formalmente, a procissão do Círio, fazendo o caminho de volta por mais duas horas. Eu, cheia de pavulagem, como uma destemida ribeirinha, de vez em quando, tocava as águas com as pontas dos dedos procurando estabelecer intimidade. À medida que deslizávamos pelo espelho de águas escuras do rio Caraparu, nas margens, a natureza ia apresentando cenários escandalosamente desordenados e exuberantes de barrancos, troncos submersos, mururés e de árvores de diversos tamanhos, interligadas pelas plantas aéreas, que, generosamente, em alguns trechos, brincavam de mulher rendeira com suas tramas vazadas pela tímida e preguiçosa luz do sol daquela hora. A neblina, ainda muito densa,  favorecia a lembrança de cenas de algum filme rodado lá para os lados dos rios do Vietnã. E os sons da mata? Ribamar foi identificando um a um, procurando imitar o canto dos pássaros. Uma volta, duas voltas, três voltas...eu parei de contar quantas voltas o rio fazia. Em cada uma delas, Ribamar tinha uma história para contar, uma sugestão de foto para fazer...
Quando paramos em Cacoal, a canoa com a imagem de Nossa Senhora da Conceição acabara de chegar acompanhada de velhos e jovens marinheiros em suas alvas roupas, contrastando com o verde da mata e o vermelho do barro. O mais velho dos marinheiros adultos já contava mais de 57 círios. As crianças vestidas de anjinhos, com asas de todos os tamanhos, seguravam um acessório nem um pouco celestial: um saquinho plástico com uma merenda e moedas para comprar um “chopp de frutas”.
Após o terço, as saudações e os cantos tradicionais, os primeiros fogos sinalizaram a hora de partir em procissão. Estávamos todos divididos em 15 canoas, aproximadamente. Uma canoa carregava a banda da Polícia Militar do Estado, sob a regência do sargento Galvão, com mais de 14  círios no currículo. Uma outra, era ocupada unicamente pelos fogueteiros. A cada volta do rio, eles faziam a festa com barulho e fumaça. Quanto mais fumaça, mais aplausos. Até então, o Ribamar só tinha remado, imitado pássaros, sugerido fotos para os dois fotógrafos e dito algumas piadas. Nada que chamasse a atenção. Eu, novata no Círio das águas do Caraparu, achando que o grande espetáculo encerrava-se com a visão da imagem da santa cortando a cortina de fumaça dos fogos, no túnel verde formado pela vegetação, nem imaginava o show de habilidade e de perícia a ser protagonizado pelo canoeiro Ribamar e pelo primo auxiliar Angelo. Orgulhoso na tarefa de conduzir os fotógrafos no Círio do rio Caraparu há anos, e, por conta dessa convivência ao longo do tempo, bastante palpiteiro, Ribamar superou-se em esforços para atender com precisão aos pedidos de Elza e de Pedro buscando uma melhor posição para as fotos. Para mim, confesso, toda aquela movimentação chegou perto dos preparativos de uma terrível batalha fluvial!
- Ribamar, mais rápido, Ribamar! Vamos parar naquela sombra ali.
- Qual,  dona Elza? Aquela? Não é melhor aquela outra?
- Não, Ribamar!!

- Tanto lugar bacana e vocês foram escolher logo essa sombrazinha....
- Ribamar, é a luz, Ribamar, é a luz!! Naquela outra, a sombra não é boa...
- Eu não tô dizendo nada, dona Elza. A senhora é que sabe a sombra que quer. Sombra mesmo, se a senhora queria, só dentro da igreja...
E, assim, cuidando também para a canoa não virar com os rompantes de Ribamar e as nossas risadas na sequência, seguíamos atravessando a fumaça dos fogos sob os aplausos dos romeiros nas canoas e de outros tantos às margens do rio.
- Ribamar, mais rápido, Ribamar! Vamos esperar a santa embaixo daquela árvore...
- Qual? Dona Elza, isso não é árvore, é tranqueira! Agora me deu medo: a senhora não sabe mais o que é uma árvore...
- Ribamar, para a canoa, Ribamar, para, para! Pedia o Pedro.
E o Ribamar acionava o freio do remo. Freio ou força espiritual, eu só sei que, de fato, a canoa parava! Pedro agradecia:
- Maravilha, Ribamar. Você foi o máximo. Essa foi “a chapa”!
Todas as vezes em que o Pedro movimentava-se, sugerindo ficar em pé na canoa para fazer “uma chapa”, eu me imaginava tocando o fundo do rio e sendo resgatada, delicadamente, com carinhos de mãe, por Nossa Senhora da Conceição pessoalmente!
Ribamar não resistia mais do que alguns minutos calado:
- Eu não quero dizer mais nada, dona Elza. Só mais uma coisa: se a gente ficar bem ali, vai dar pra fazer “muita” foto legal!
Elza concordava. Outras vezes, discordava.
Num dado momento em que passou ao nosso lado uma canoa bem rápida, eu comentei:
- Esses caras são bons, mesmo, Ribamar! Estão remando pra valer. E como estão suados!
- A senhora gostou, foi? Bom sou eu que vou passar deles. Aperta aí, Angelo!!
E passamos, mesmo!
Quando já estávamos num das voltas finais do rio, com mais gente às margens, acenando e aplaudindo a procissão, um senhor, em sunga de banho, fazendo o sinal da cruz e segurando um copo de cerveja, fez uma saudação para a nossa canoa:
- Ei, parente, tô aqui tomando banho e esperando a santa passar.
Ribamar nem piscou. Olhou para o senhor e respondeu:
- Tomando banho, né, parente? Só se for dentro do copo!
Foi muito difícil controlar as gargalhadas e os movimentos para a canoa não virar.    
Depois da última curva, sol esquentando, já avistando os banhistas, sensação de missão cumprida no ar, o restante do percurso foi só de fogos, de aplausos, de canoa encostando uma na outra, remos no ar, romeiros pulando na água.
Em terra, depois da chegada, agradecemos ao comandante Ribamar e, ele, abraçado à velha amiga, disparou:
- Dona Elza, tô muito feliz de ter feito mais um círio com a senhora. Se Deus quiser, ano que vem, de novo! Eu tava tão preocupado de pegar a senhora e o seu Luiz na minha canoa que eu nem dormi. Juro por Nossa Senhora! Fiquei a noite inteira, aqui na beira com uns colegas, tomando umas geladas para não perder a hora.
- Ribamar, tu estavas remando bêbado, Ribamar?? Eu te mato!!
- O que é isso, dona Elza? A senhora vai esquentar agora? Eu gosto tanto da senhora. Não foi tudo joia?? Não esquente!
Voltamos para Belém. Felizes da vida. Eles, os fotógrafos, cheios de imagens. Eu, com essa historinha a me fazer sorrir todas as vezes em que alguém fala no rio Carapuru e no Círio fluvial de Nossa Senhora da Conceição.


Foto de Elza Lima



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Chuvas da Amazônia!




 Pesquisei no Google, para saber a diferença da chuva da Amazônia, para a de outras regiões brasileiras, e aí quem sabe voces me perguntem o 'porque'?acontece que já ouvi diversas vezes de pessoas que não são nativas de lá, sobre um espanto que sentem pela força com a qual nossa chuva chega, aí descobri que nossas chuvas são:

 "Convectivas são precipitações formadas pela ascensão das massas de ar quente da superfície, carregadas de vapor d'água. Ao subir o ar sofre resfriamento provocando a condensação do vapor de água presente e, consequentemente, a precipitação. São características deste tipo de precipitação a curta duração, alta intensidade, freqüentes descargas elétricas e abrangência de pequenas áreas.

As gotas de chuva com menos de quatro milímetros caem redondinhas. Quando são um pouco maiores, ficam com uma parte achatada por causa da resistência do ar. Parecem um grão de feijão. Quando ficam muito grandes e pesadas, podem se dividir antes de chegar à superfície.
“O mais forte são as gotas maiores, que são as mais pesadas. Então, quando elas caem, o que acontece, elas caem mais rápido, porque elas têm mais massa. E as menores, que a gente fala mais leves, elas demoram mais tempo”, acrescenta o professor Carlos Augusto Morales.
Durante uma chuva fraca, caem entre 100 e 500 gotas de chuva por metro quadrado. Quando a chuva é forte, são até dez mil gotas por metro quadrado." O bom disso tudo é que rapidamente o céu fica limpo , as ruas lavadas e o calor mais ameno.